Na morada das palavras
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
"Quero Deus como um artista
que cata os cacos do meu vitral,
partido por pedradas ao acaso,
e os coloca de novo na janela da catedral,
para que os raios de Sol
de novo por eles passem.
O que eu quero é um Deus
que jogue o jogo das contas de vidro,
sendo eu uma das contas coloridas do seu jogo…"
que cata os cacos do meu vitral,
partido por pedradas ao acaso,
e os coloca de novo na janela da catedral,
para que os raios de Sol
de novo por eles passem.
O que eu quero é um Deus
que jogue o jogo das contas de vidro,
sendo eu uma das contas coloridas do seu jogo…"
Rubem Alves
P.S.: Como eu queria ter escrito isso!

